Expedição à procura do tesouro perdido


Durante cinco tardes, a natureza transformou-se num enorme cenário de aventura.

Houve mapas, pistas escondidas, enigmas, desafios, caminhos por explorar e um tesouro que só seria encontrado no final. Houve também muita correria, pó na roupa, gargalhadas, tentativas, imprevistos e aquela curiosidade de quem nunca sabe exatamente o que vai acontecer na missão seguinte.

Foi assim a nossa Expedição à Procura do Tesouro Perdido: cinco dias intensos e muito divertidos, vividos por um grupo de pequenos exploradores que rapidamente se transformou numa verdadeira equipa.

Mas, por detrás de toda a aventura, havia um propósito.

Muito mais do que encontrar um tesouro

Ao longo da semana, criámos desafios que permitiram às crianças viver e experimentar competências socioemocionais, em vez de apenas falar sobre elas.

Aprendemos a observar com mais atenção, não só aquilo que acontece à nossa volta, mas também aquilo que acontece dentro de nós. A reconhecer sensações, pensamentos e emoções e a encontrar palavras para aquilo que sentimos.

Descobrimos que nem todas as tempestades acontecem lá fora e experimentámos diferentes estratégias para lidar com as nossas “tempestades interiores”: parar, respirar, regressar ao presente, movimentar o corpo, procurar aquilo que nos ajuda a recuperar a calma e reconhecer quando precisamos de ajuda.

Treinámos também a capacidade de olhar para além das pegadas. Percebemos que aquilo que vemos nem sempre nos conta a história toda e que compreender o outro implica observar, escutar, considerar diferentes perspetivas e tentar colocar-nos no seu lugar.

E houve muitos desafios que simplesmente não podiam ser resolvidos sozinhos.Foi preciso comunicar, cooperar, esperar, combinar estratégias, tomar decisões em conjunto, ajudar e deixar-se ajudar. Houve coisas que não resultaram à primeira e foi preciso experimentar novamente. Houve momentos em que pedir ajuda foi precisamente aquilo que permitiu continuar.

Tudo isto aconteceu entre jogos, missões, movimento e muita diversão. Porque queríamos que as crianças estivessem, acima de tudo, a viver uma aventura.



O tesouro estava no final. As descobertas aconteceram pelo caminho.

No último dia, todas estas experiências se juntaram num grande desafio final. Os nossos exploradores precisaram de recuperar aprendizagens, ultrapassar novas missões, cooperar e persistir até conseguirem, finalmente, chegar ao tão esperado tesouro.

E conseguiram! 

Mas, quando a Expedição terminou, percebemos ainda melhor aquilo que tínhamos imaginado quando começámos a prepará-la: o verdadeiro valor desta experiência não estava apenas no que encontrariam dentro do baú.

Estava nas pequenas conquistas que fomos observando ao longo dos cinco dias. Na coragem de experimentar. Na capacidade de tentar novamente. Na criança que conseguiu identificar aquilo que estava a sentir. Na que encontrou uma estratégia para se acalmar. Na que percebeu que podia pedir ajuda. Na que esperou pelo outro. Na que ouviu uma ideia diferente da sua. E na alegria genuína de descobrir: “Eu sou capaz.”

Terminámos esta primeira Expedição com um balanço muito positivo e, sobretudo, com a certeza de que brincar, explorar, sentir, relacionar-se e aprender não precisam de acontecer em momentos separados. Podem fazer parte da mesma aventura.


         



O nosso enorme agradecimento a todos os pequenos exploradores que embarcaram connosco e às suas famílias, pela confiança.

A Expedição chegou ao fim, mas deixou-nos com muita vontade de continuar a criar novos caminhos, novas experiências e novas aventuras no Universo das Emoções. 

Até à próxima aventura!

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