Combate ao Bullying
20 Outubro 2022
20 de outubro - Dia Mundial de Combate ao Bullying

O bullying é um comportamento que acontece em contexto escolar, agressivo e intencional, que se repete e envolve um desequilíbrio de poder social ou físico. Como o bullying está diretamente relacionado com as reações sociais, é um fenómeno que afeta todos participantes envolvidos: a criança que sofre bullying (vítima), a criança que faz bullying (agressor) e os espectadores.

É um problema generalizado nas escolas e sabe-se que 1 em cada 3 crianças no mundo é, ou foi, vítima de bullying. No entanto continuamos a não apostar em estratégias de prevenção!

O ensino de competências socioemocionais foi considerado um fator importante na prevenção eficaz do bullying.

Estudos mostram que essas competências ajudam a proteger os alunos de se tornarem alvos de bullying, mas também podem diminuir o risco de alguém intimidar os outros, pois através de abordagens de aprendizagem socioemocional, os alunos podem aprender a desenvolver a empatia e a resolver melhor os conflitos, assim como desenvolver a autoconsciência, a regulação emocional e a tomada de decisão responsável, que podem impedir que os alunos se envolvam em situações de bullying e permitindo que se tornem cidadãos socialmente competentes no ambiente escolar, ajudando ainda a construir um clima geral positivo dentro e fora da escola.


A dificuldade em identificar as emoções, em si e nos outros, pode colocar as crianças e jovens em situação de maior risco de bullying (enquanto vítimas e agressores), pois não conseguem identificar as pistas emocionais que o outro dá, o que pode levar a uma maior dificuldade em interpretar os comportamentos e em agir de forma adequada. Por outro lado, a autoconsciência permite reconhecer as suas capacidades e limitações, promovendo uma maior autoconfiança na relação consigo mesmo e com os outros - algo tão importante nas relações entre pares.

A gestão ou autorregulação emocional é a capacidade de monitorizar e regular emoções fortes e de acalmar ou controlar essas mesmas emoções e o comportamento. Uma boa capacidade de regular as emoções pode evitar que as crianças se tornem vítimas de bullying, mas também ajuda a responder de uma forma mais eficaz. Por outro lado, os agressores são normalmente crianças ou jovens com maior dificuldade no autocontrolo, pelo que a aprendizagem destas competências é extremamente importante também para quem pratica bullying.

A resolução de problemas sociais é a capacidade de lidar com os problemas e desafios sociais, de forma eficaz. As crianças que são boas a solucionarem problemas sociais podem reconhecer um problema, refletir sobre possíveis soluções e entender as consequências de uma determinada ação. Torna-se óbvio, então, que essa competência é importante para gerir os desafios dos colegas e responder de maneira ponderada e adequada.

Por outro lado, a falta de consciência social pode levar as crianças a agir de forma mais hostil e agressiva em situações sociais, incluindo intimidar outros alunos. No caso da empatia, é fundamental ensinar as crianças a colocar-se no lugar do outro, a analisar a realidade em perspetiva e a pensar nas consequências dos seus comportamentos, como forma de prevenção do bullying e permitindo que os alunos consigam também oferecer apoio aos outros, tornando essas habilidades cruciais para ajudar os “espectadores” a posicionarem-se contra o bullying e a agirem de uma forma mais ativa e positiva.


As competências socioemocionais tornam-se, assim, uma ferramenta-chave para prevenir e combater o bullying

O bullying não é uma brincadeira, nem "coisa de crianças"! É um problema grave e com consequências muito negativas no desenvolvimento e bem-estar das crianças e jovens. 




Dicas para abordar o tema do bullying com as crianças e jovens:

- Fale abertamente sobre o bullying, de forma a que eles consigam identificar o problema se ele existir;

- Fale sobre o que eles sentem quando estão na escola. Mais do que tentar saber o que fazem, tente perceber como se sentem nas diversas situações do dia (intervalo, aula, refeitório, casas de banho…);

- Ajude a criança/jovem a ser um modelo positivo. Mesmo que as crianças não sejam vítimas de bullying, elas podem prevenir o bullying sendo inclusivas, respeitosas e gentis com seus pares. Se forem testemunhas de algum tipo de bullying, eles podem defender a vítima, oferecer apoio e/ou questionar esses comportamentos;

- Ajude a promover a autoconfiança da criança. A participação em diferentes atividades fora da escola permite o desenvolvimento da autoconfiança e ao mesmo tempo facilita o relacionamento com outros grupos pró-sociais;

- Seja um modelo. Mostre como tratar outras crianças e adultos com gentileza e respeito, fazendo o mesmo com as pessoas ao seu redor, inclusive intervir quando vê alguma pessoa a ser tratada de forma negativa. Não se esqueça também de ser um modelo nas redes sociais – atenção ao que escreve, a forma como comenta ou reage.

 

O Bullying não é apenas um problema da escola. Todos somos agentes de prevenção e promoção de comportamentos mais saudáveis e positivos em meio escolar.

No Universo das Emoções temos vários programas e recursos disponíveios para ajudar a promover estas competências.
Veja o nosso Pote da Bondade e Gentileza, um recurso para treinar a gentileza e a capacidade empática das crianças e jovens.

Contacte-nos e faça a diferença!




Se você é neutro em situações de injustiça, você escolheu o lado do opressor. Se um elefante tem o pé na cauda de um rato e você diz que é neutro, o rato não apreciará sua neutralidade." Desmond Tutu






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